sábado, 22 de junho de 2013

CURA GAY

O mais incrível no Congresso Nacional é que, enquanto acontecem protestos ou movimentações em massa na sociedade e na mídia, eles aproveitam para colocar em pauta temas que seriam facilmente tido como polêmicos pelo povo brasileiro. Seriam, se o povo estivesse olhando.

Foi justamente por não estarem prestando atenção que o Presidente da Comissão de Direitos Humanos e a bancada presente aprovou o Projeto chamado de "Cura Gay" no país. Isso mesmo, a homossexualidade agora tem cura. Seja lá como eles vão classificar isso, distúrbio, doença, vírus, bactéria, não importa! Tem cura.

Estranhamente, me parece que a Comissão de Direitos Humanos do Brasil continua a achar que vivemos em um território isolado do restante do mundo. Os mesmos ignoram, por exemplo, o fato de que a Organização Mundial de Saúde é clara em afirmar que a conduta homossexual não é doença, portanto, não se pode falar em cura.

Mais estranho ainda é a insistência de colocar em prioridade um tema como esse, quando a real função dos chamados "direitos humanos" está em garantir conceitos básicos de dignidade, respeito, segurança, equilíbrio social, educação, etc. Não me lembro de nenhum artigo ou texto doutrinário na Faculdade quando tratamos sobre Direitos Humanos que frisem os homossexuais, pois os mesmos fazem parte do país como um todo e todos eles estão em busca de direitos básicos também, como educação, saúde e segurança. A Comissão deveria estar tratando de temas mais urgentes, em meio a tantos protestos, uma cura gay? Embora saibamos que a Comissão tem o papel de contribuir com desenvolvimento cultural e étnico do país, sabemos que Direitos Humanos é muito mais que isso, é tomar um posicionamento quanto a preservação da dignidade humana. A colaboração e a preservação dos direitos básicos da humanidade, que deveria ser a preocupação do Sr. Marco Feliciano, passou longe mais uma vez.

Mas o bacana de tudo isso, é que, com o projeto aprovado efetivamente, pela manhã cedo, com aquela chuvinha, você pode ligar para o seu chefe calmamente e dizer: "Cara, não vou trabalhar hoje, estou me sentindo meio gay." Ou melhor, os homossexuais podem entrar na perícia médica, afinal ser gay parece ser uma doença que já faz parte de suas vidas, seja lá qual for o dano que causa, o repouso e não se expor no ambiente de trabalho seria uma boa pedida.

Mas é isso aí. No Brasil aposentamos logo os gays bem cedo, assim com 25 ou 30 anos eles podem se tratar, e se um dia cometerem algum deslize de cura em seus atos homossexuais, é bem simples, beija uma pessoa do mesmo sexo e vamos para a perícia de novo!

Eis a doença. Eis a cura. Parabéns Feliciano! Sua relevância em contribuir com o interesse da sociedade nos encanta...só que não...

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