Há dois anos atrás, no Rio de Janeiro, foi divulgado um retrato falado de uma suspeita de sequestradora de crianças para supostas práticas de magia negra. A imagem, que foi publicada pela polícia em 2012, voltou à tona em uma página do Facebook chamada "Guarujá Alerta" há poucos dias.
Os moradores do Guarujá, ao terem acesso ao retrato falado da tal criminosa, a associou imediatamente a uma moradora local chamada Fabiane Maria de Jesus, mãe de duas filhas, uma de 13 e outra de 1 ano de idade. Do dia para a noite, Fabiane se tornou uma criminosa em potencial na região e foi brutalmente espancada pelos moradores do Guarujá, morrendo em seguida por causa da gravidade dos ferimentos causados pelos socos e chutes que levou até mesmo de crianças, no meio da rua, à luz do dia.
Depois do ato de selvageria ter sido consumado, a notícia: Fabiane não tinha absolutamente nada a ver com a mulher retratada pela Polícia do Rio de Janeiro. Simplesmente foi confundida pelos moradores do Guarujá que, acreditando serem os donos da verdade, assassinaram a mulher que, possivelmente, sequer sabia o que estava acontecendo.
OS JUSTICEIROS DE QUEM?
Recentemente explodiram diversos casos de cidadãos que resolveram partir pra cima dos bandidos e fazer justiça com as próprias mãos, alegando que, se o poder público não exerce a segurança, eles o fariam para garantir a ordem. Sentimentos como "se fez tem que pagar" ou "bandido tem que morrer" já tomam conta de diversas grandes cidades do país e também no interior. Recentemente, no estado do Rio Grande do Norte, um homem foi brutalmente espancado por roubar um celular.
A sociedade está completamente desordenada, acreditando que, todo o devido processo legal, a possibilidade de defesa e diversos outros institutos jurídicos existem apenas para enfeitar o ordenamento jurídico brasileiro, mas não é. É justamente para impedir que uma Fabiane seja assassinada que O ESTADO possui o poder de investigar e esclarecer quem é o verdadeiro criminosos e qual é a punição adequada. Mas, por alegar descrença no poder público (mesmo que muitos deles nem saibam o que isso significa, e não por falta de estudo, mas por falta de interesse), animais resolvem atacar pessoas na ruas que se parecem com supostos bandidos.
Agora imagine você mesmo, saindo para trabalhar e sendo atacado por um grupo de pessoas, que viram a sua foto em uma rede social, alegando que você é um estuprador, um assassino ou um ladrão de picolé. Depois é espancado e ali mesmo, perde a vida.
Nesse meio tempo, outra coisa espanta, não faz muito tempo que uma famosa repórter apoiou, em rede nacional, o ataque a bandidos por parte da sociedade, sendo apoiada abertamente em redes sociais por pessoas incentivando atos de selvageria, como se a sociedade tivesse alguma condição de julgar quem é culpado ou inocente. Mas diante do caso de Fabiane, pouco se vê, pouco se fala, pouco se justifica.
E o Governo segue preocupadíssimo, mas com a Copa. Os brasileiros não estão nenhum pouco preocupados com as eleições de outubro. Mas a família de Fabiane sim, essa não sabe o que fazer com tanta injustiça. Quem sabe a Raquel Sherazade não dá uma nova opinião sobre o povo fazer justiça com as próprias mãos. Quem sabe o povo, antes de atacar inocentes, se interessa por algo mais produtivo, como aprender a votar, por exemplo.
E que esses (in)justiceiros paguem caro pelos seus atos animalescos.
Os moradores do Guarujá, ao terem acesso ao retrato falado da tal criminosa, a associou imediatamente a uma moradora local chamada Fabiane Maria de Jesus, mãe de duas filhas, uma de 13 e outra de 1 ano de idade. Do dia para a noite, Fabiane se tornou uma criminosa em potencial na região e foi brutalmente espancada pelos moradores do Guarujá, morrendo em seguida por causa da gravidade dos ferimentos causados pelos socos e chutes que levou até mesmo de crianças, no meio da rua, à luz do dia.
Depois do ato de selvageria ter sido consumado, a notícia: Fabiane não tinha absolutamente nada a ver com a mulher retratada pela Polícia do Rio de Janeiro. Simplesmente foi confundida pelos moradores do Guarujá que, acreditando serem os donos da verdade, assassinaram a mulher que, possivelmente, sequer sabia o que estava acontecendo.
OS JUSTICEIROS DE QUEM?
Recentemente explodiram diversos casos de cidadãos que resolveram partir pra cima dos bandidos e fazer justiça com as próprias mãos, alegando que, se o poder público não exerce a segurança, eles o fariam para garantir a ordem. Sentimentos como "se fez tem que pagar" ou "bandido tem que morrer" já tomam conta de diversas grandes cidades do país e também no interior. Recentemente, no estado do Rio Grande do Norte, um homem foi brutalmente espancado por roubar um celular.
A sociedade está completamente desordenada, acreditando que, todo o devido processo legal, a possibilidade de defesa e diversos outros institutos jurídicos existem apenas para enfeitar o ordenamento jurídico brasileiro, mas não é. É justamente para impedir que uma Fabiane seja assassinada que O ESTADO possui o poder de investigar e esclarecer quem é o verdadeiro criminosos e qual é a punição adequada. Mas, por alegar descrença no poder público (mesmo que muitos deles nem saibam o que isso significa, e não por falta de estudo, mas por falta de interesse), animais resolvem atacar pessoas na ruas que se parecem com supostos bandidos.
Agora imagine você mesmo, saindo para trabalhar e sendo atacado por um grupo de pessoas, que viram a sua foto em uma rede social, alegando que você é um estuprador, um assassino ou um ladrão de picolé. Depois é espancado e ali mesmo, perde a vida.
Nesse meio tempo, outra coisa espanta, não faz muito tempo que uma famosa repórter apoiou, em rede nacional, o ataque a bandidos por parte da sociedade, sendo apoiada abertamente em redes sociais por pessoas incentivando atos de selvageria, como se a sociedade tivesse alguma condição de julgar quem é culpado ou inocente. Mas diante do caso de Fabiane, pouco se vê, pouco se fala, pouco se justifica.
E o Governo segue preocupadíssimo, mas com a Copa. Os brasileiros não estão nenhum pouco preocupados com as eleições de outubro. Mas a família de Fabiane sim, essa não sabe o que fazer com tanta injustiça. Quem sabe a Raquel Sherazade não dá uma nova opinião sobre o povo fazer justiça com as próprias mãos. Quem sabe o povo, antes de atacar inocentes, se interessa por algo mais produtivo, como aprender a votar, por exemplo.
E que esses (in)justiceiros paguem caro pelos seus atos animalescos.






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