Meus caros, preciso compartilhar com vocês a lembrança do noticiário local quando foi anunciado que o meu estado seria sede da Copa do Mundo de 2014. Os governantes choravam, emocionados em uma mesa, comemoravam de uma forma tão sincera que dava gosto de ver. O problema é que a sinceridade, apesar de verdadeira, não era pelo amor ao nosso estado, por vê-lo em evidência em um evento de porte mundial, a emoção era com a grana que entraria nos cofres públicos. Era tanto dinheiro que faltava até mão para roubar. Tem que contratar gente. Acha exagero? Então vamos lá. Segundo os cálculos iniciais da Confederação Brasileira de Futebol, o Brasil irá desembolsar o total de R$ 11 bilhões de reais para se preparar para a Copa. A justificativa é de que os turistas, que acredita-se atingir o número de 500 mil, deixem em solos brasileiros R$ 3 bilhões de reais. Massa! Só falta agora suprir um déficit bem tranquilo, de R$ 8 bilhões de reais.
O que parecia sonho, já virou pesadelo. Quem não se lembra das notícias por baixo dos panos de que a África foi "maquiada" para receber os eventos? Favelas locais chegaram a ser muradas para impedir contato com pontos restaurados para os jogos. O investimento até que ficou, infra-estrutura bacana, trasporte funcionando melhor, mas isso nem de longe melhorou as condições de pobreza do país, que continua com IDH baixíssimo.
No Brasil? Bem...digamos que nosso histórico de administração de finanças não é muito confiável. Inúmeras obras de infra-estrutura já foram cortadas dos orçamentos, mas somente as obras, o dinheiro chegou, mas ninguém precisa saber que ele não terá o seu destino certo. O que precisamos saber é que enquanto ambulâncias sucateadas estão nas ruas, outras novinhas em folha estão se acabando nos estacionamentos de hospitais em todo o país. Precisamos saber também que só pelo Conselho Regional de Alagoas, 200 médicos estão sendo investigados por negligência. Que faltam seringas para as campanhas de gripe nos estados.
Como se não bastasse, o Brasil investe entre 2 e 3% do PIB na educação. Isso explica porque não temos escolas com boa estrutura, professores ganhando pouco e um índice de reprovação vergonhoso para um país em desenvolvimento.
Mas quem se importa?? Neymar vem por aí, as estrelas da Copa! Vamos construir estádios, ignorar os problemas. Passemos uma mão de tinta nas pontes pichadas, montemos uma equipe médica para os dias dos jogos...vamos fingir que não precisamos gastar com nada mais e que R$ 11 bilhões de reais não é nada para os cofres públicos brasileiros. Queremos gritos, queremos gols! Queremos títulos. Quando todos forem embora, a gente pensa no que faz. Só que não...
O que parecia sonho, já virou pesadelo. Quem não se lembra das notícias por baixo dos panos de que a África foi "maquiada" para receber os eventos? Favelas locais chegaram a ser muradas para impedir contato com pontos restaurados para os jogos. O investimento até que ficou, infra-estrutura bacana, trasporte funcionando melhor, mas isso nem de longe melhorou as condições de pobreza do país, que continua com IDH baixíssimo.
No Brasil? Bem...digamos que nosso histórico de administração de finanças não é muito confiável. Inúmeras obras de infra-estrutura já foram cortadas dos orçamentos, mas somente as obras, o dinheiro chegou, mas ninguém precisa saber que ele não terá o seu destino certo. O que precisamos saber é que enquanto ambulâncias sucateadas estão nas ruas, outras novinhas em folha estão se acabando nos estacionamentos de hospitais em todo o país. Precisamos saber também que só pelo Conselho Regional de Alagoas, 200 médicos estão sendo investigados por negligência. Que faltam seringas para as campanhas de gripe nos estados.
Como se não bastasse, o Brasil investe entre 2 e 3% do PIB na educação. Isso explica porque não temos escolas com boa estrutura, professores ganhando pouco e um índice de reprovação vergonhoso para um país em desenvolvimento.
Mas quem se importa?? Neymar vem por aí, as estrelas da Copa! Vamos construir estádios, ignorar os problemas. Passemos uma mão de tinta nas pontes pichadas, montemos uma equipe médica para os dias dos jogos...vamos fingir que não precisamos gastar com nada mais e que R$ 11 bilhões de reais não é nada para os cofres públicos brasileiros. Queremos gritos, queremos gols! Queremos títulos. Quando todos forem embora, a gente pensa no que faz. Só que não...





É amigo, a coisa jamais (jamais) será boa nesse país, enquanto os heróis forem os semi-analfabetos que jogam bola.
ResponderExcluirGrande verdade meu amigo, valores e cérebros invertidos...haja paciência.
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